O sofá
certo.
O sofá é o coração da sala — e, feito à medida, uma decisão que vai viver durante anos. Cinco passos para o escolher bem à primeira.
Bárbara DiasArquiteta · fundadora
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Meça antes de se apaixonar
A proporção é tudo.
Antes da cor, antes do tecido: as medidas. Um sofá tem de estar em consonância com a área da sala. Comprar um sofá enorme para uma sala pequena constrange a circulação e rouba-lhe o ar; um sofá pequeno numa sala grande deixa-a vazia e desconexa. Meça a parede onde vai encostar, marque-o no chão com fita, e confirme que consegue andar à volta. A régua é simples — o sofá enche a sala, nunca a aperta.
O tipo certo para a sua sala
Quatro famílias, uma escolha.
A sua sala escolhe por si. O tradicional dá formalidade e assenta bem numa sala clássica. A chaise longue acrescenta um lugar para esticar as pernas — ideal para quem lê ou vê televisão. O de canto aproveita o canto e senta muita gente — perfeito para famílias e para receber. O modular é o mais livre: reconfigura-se com o espaço e com a sua vida ao longo do tempo.
A distância à TV (e o layout)
A colocação faz a harmonia.
Depois do tipo, a colocação. Pense na relação entre o sofá e a televisão — nem tão perto que canse a vista, nem tão longe que se perca o conforto. Garanta corredores de circulação suficientes entre as peças, para não tropeçar no caminho, e não tape a entrada de luz natural. É a distribuição certa dos elementos — não a quantidade — que gera a harmonia da sala.
O tecido para a sua vida real
Escolha pela rotina, não pela foto.
A sala é para viver — e o tecido tem de aguentar a vida que lá acontece. Se tem crianças ou animais, escolha tecidos à prova de vida real (os nossos petproof limpam-se com água). Se procura toque e caimento, o linho e o veludo envelhecem bem. Pense no dia a dia antes de pensar na fotografia — é isso que faz um sofá durar bonito.
Os erros a evitar
Os enganos são sempre os mesmos.
Escala — mobiliário desproporcionado ao espaço é o erro número um. Circulação — corredores apertados que constrangem a passagem. Luz — luz branca e fria é para tarefas; a sala pede luz quente, amarela, que se difunde e aconchega. Excesso — não sobrecarregue com quadros, mantas e plantas a mais. E a cor, que muda a perceção do espaço — escolha-a a favor do aconchego.